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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Copa temática: Brasil x México- Tacos Pastor

Arriba!!

Eu adoro comida mexicana, e outro dia me dei conta que nunca tinha postado nenhuma receita da categoria. Faço bastante aqui em casa, mas geralmente preparo algo rápido e improvisado. Por exemplo, todo mundo tá cansado de ver por aí como fazer taco usando carne moída, né? É super fácil, quase instintivo e nem precisa de receita. Faço muito taco usando carne moída, já que fica pronto super rápido e ainda tenho a opção de escolher carne moída de frango, porco, bovina ou até de peru. Adoro! Aí, costumo rechear com alface, tomate, queijo e creme azedo (sour cream). Essa versão do taco na verdade é bem americana. É gostosa e agrada. Mas depois que fiquei conhecendo os autênticos tacos mexicanos, mudei muito o jeito de preparar taco "pra valer".

Tacos pastor são super simples. Uma carne de porco super temperada, que é cozida lentamente em fogo baixo, ou numa panela de pressão até ela ficar macia derretendo na boca. Depois desfia-se a carne e deixa pegando o gostinho dos temperos por mais tempo. É o tipo de receita que fica melhor ainda no dia seguinte. O mexicano não é de muita frescura e serve a carne do taco com uma tortilla de milho tostada, cebola e coentro e dependendo da carne eles usam muito repolho roxo cru, que dá um crocante legal. Foi o americano que inventou essa história de colocar queijo, tomate, alface. Particularmente, eu gosto de servir esses tacos com guacamole, pico de gallo, creme azedo e repolho roxo azedinho, mas não necessariamente coloco tudo dentro do taco. Na maioria das vezes ou sirvo como acompanhamento, ou uso chips de tortilla pra comer a guacamole e o pico de gallo. Aqui nos EUA temos a opção de tortillas de farinha de trigo (no Brasil conheço o Rap 10), tortilla de milho (nunca vi pra vender aí e é minha preferida) e tortilla de milho frita,  aquela que é comercializada no Brasil pela Taco Bell, que é crocante e em formato de meia lua. Escolha a sua preferida e mande ver no taco pastor!

sábado, 24 de novembro de 2012

Canjiquinha Mineira com Costelinha de Porco

Comidinha mineira arrasa!

Minha mãe é mineira, então lá em casa sempre tem muita couve, tutu de feijão e lombo de porco. Aliás, essa combinação mineiríssima é uma das minhas preferidas! E se ainda tiver aipim cozido regado em azeite e sal, é pura alegria! Já havia comentado que a cozinheira lá de casa arrasa no lombo de porco e que chega a ser frustrante não conseguir fazer igual. É bom demais! Temperadinho, macio de derreter na boca e muito suculento. Aquele caldinho perfeito para misturar no arroz, me dá fome só de pensar. Como desisti temporariamente de acertar o tal do lombo, precisava de outra receita bem mineira para matar a saudade e não pagar mico.

Então me lembrei da canjiquinha que fazem lá em casa. Bem, eles chamam este prato de canjiquinha. Mas, estudando o assunto, vi que canjica significa grão moído, na verdade qualquer grão. Mas também dá nome a certo milho branco, muito usado em doces nas Festas Juninas. Já esta canjiquinha, que também dá nome ao prato, é feita com o milho amarelo moído em grãos pequenos, chamado quirela ou quirera, aquela comida de pintinhos. (Quem teve galinha em casa sabe !). Também existe uma canjica amarela triturada em grãos maiores usada para fazer o mungunzá, que é um prato da família das canjicas, doce ou salgado. Mas a que usaremos nesta receita é a amarela, grãos pequenos, também vendida no comércio com o nome de Xerém, que significa...ora ...deixemos estas questões linguísticas de lado e vamos logo ao que interessa.

É super fácil de fazer e servida com couve refogada com alho é de comer ajoelhado! A canjiquinha pode ser consumida mais pastosa, ou mais cremosa quase como uma sopa, neste caso acompanhada de pão e cubinhos de queijo Minas ou muçarela colocados no fundo do prato. Outra variação da canjiquinha é aquela feita com frango. Igualmente delíciosa!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Filé Mignon Suíno com Pêssegos ao Vinho

Filé suíno: quem diria que seria tão elegante?

Outro dia reparei que ainda não tinha postado nada com carne suína aqui no blog. Achei até esquisito, pois cada vez mais tenho usado essa opção. Havia comentado aqui que tenho evitado carne bovina por vários motivos, e a carne de porco acabou ganhando bastante espaço no meu cardápio. Eu sempre amei carne de porco, lá em casa nossa cozinheira querida prepara o melhor lombo de porco com tutu de feijão, que por sinal, nunca consegui replicar. Quando faço não fica tão macio e suculento, e olha já acompanhei o preparo passo a passo, mas não tem jeito! Só ela consegue fazer daquele jeito... Aí descobri o filé mignon suíno. E a vida de repente ficou mais fácil. Filé mignon suíno (ou filezinho suíno) é uma carne magra, muito macia e se preparada corretamente, muito suculenta. Tem sabor suave e se adapta a inúmeros tipos de molhos e acompanhamentos. Já li em vários lugares que essa carne é tão magra quanto a de um peito de frango. Preço justo, fácil de manusear e muito saboroso, o que mais esperar de um corte de carne?

Dia desses, em um dos meus livros, vi essa curiosa receita que combinava filé suíno com pêssegos ao vinho. Fiquei interessada, pois era muito diferente de qualquer prato com porco que já provara. Estou mais acostumada com porco preparado bem mineirinho, ou nas festas de natal e ano novo (esses geralmente secos e com gosto de nada). Neste prato, o suíno surpreende pela elegância e sabores inusitados. Um dos ingredientes chaves do prato é o alecrim, que os chefs dizem ser a erva perfeita para casar com cortes suínos. O molho de pêssego ao vinho é azedinho e docinho ao mesmo tempo, e depois de reduzido fica com uma textura de calda fina muito legal. O filé é selado em uma frigideira pelando, e depois finalizado no forno, para um cozimento perfeito.  Com esse corte, recomenda-se muita atenção para não cozinhar demais, senão a carne perde a suculência. O ponto certo é quando a carne já está cozida, mas no centro a carne não está esbranquiçada, e sim levemente rosada. Não deixe de experimentar!