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sábado, 20 de dezembro de 2014

Frango ao Limão e Especiarias com Molho de Iogurte e Pilaf


Já contei pra vocês que adoro receitas com peito de frango e não me canso de testar receitas novas. Eu também adoro comida do oriente médio e apesar de ter crescido comendo quibe e tabule, só comecei a conhecer outros aspectos dessa culinária nos últimos anos. Adoro os ingredientes simples, as especiarias, o molho de iogurte, as saladinhas refrescantes, tudo bem acessível pro dia a dia e com ingredientes saudáveis. 

Marinei esse frango em limão siciliano, alho e azeite e vários temperinhos, ele fica com essa cor linda, super suculento e saboroso sem calorias adicionais. O molho de iogurte fiz com iogurte grego sem gordura, que mesmo sendo desnatado ainda é super cremoso e dá carinha de almoço especial. Coloquei uns pedacinhos de queijo feta no molho pra acordar todos os sabores e o arroz pilaf nada mais é que um arroz refogado com uns ingredientes extras, muito comum na culinária do oriente médio  com variações de ingredientes em cada país. Fiz o meu com espinafre, lascas de amêndoas, bastante salsinha e semente de cominho. Almoço rápido, pro dia a dia pra variar um pouco o arroz com frango grelhado, que dá uma preguiça...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Risotto de Camarão e Alcachofras


Todo mundo ama risotto e depois de aprender a fazer e pegar o jeito, a gente só quer saber de mais. Já postei muita coisa bacana aqui, como o risotto de limão siciliano, de porcinni, de carne seca e de pancetta, cogumelos e alcachofras. Como fazemos muito esse prato, a última vez que fiz me dei conta que não havia postado. A essa altura o risotto dispensa comentários: sempre cremoso e elegante, a impressão que dá é que risotto de "nada" ficaria ótimo. Aliás, por que não prepará-lo como acompanhamento, fazendo papel de arroz?

Camarão é sempre luxo, e alcachofras ótimas, neutras e com a textura deliciosa, dá pra combinar com quase tudo. Adoro usar alecrim fresco pra dar um gosto um pouco rústico, e sei que as pessoas vão ficar intrigadas e perguntar o que é.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Paella



Adoro contar histórias sobre comidas, e quando a comida é cheia de história fica muito mais interessante. A primeira vez que comi paella devia ter uns 14 anos quando fui a um restaurante na praia da Solidão aqui em Floripa. Na época quando íamos a restaurantes não tinha muita frescura, o pedido era sempre um peixinho grelhado, pirão, arroz e batatas fritas. Então pedir uma paella era território inexplorado, porém um prato com camarões, lulas, mariscos, peixe, arroz e açafrão não parecia má ideia. Trouxemos a novidade para a cozinha da nossa casa e fomos aperfeiçoando e adaptando de acordo com nosso gosto pessoal. Nem preciso dizer que o prato virou queridinho da família, e mais de 10 anos depois continua sendo um dos favoritos, muito presente em datas comemorativas.

Paella e Valência são praticamente sinônimos e o prato já bombava na região desde o século 19. A riqueza de frutos do mar da área e a ousadia dos espanhóis em misturar tudo isso com arroz, condimentos e outras carnes como linguiças, coelho e frango, me deixa dúvida se o prato é genial ou é um samba do crioulo doido. Não importa como, mas os danados acertaram em cheio e não importa qual das suas versões, a paella sempre agrada. As principais versões, valenciana, de marisco e paella mixta se diferem basicamente no tipo de carnes incluídas. A que fazemos aqui em casa é uma versão adaptada da de mariscos (frutos do mar) onde colocamos lulas, camarões e peixe. Deixamos de colocar mariscos por questões pessoais, mas o legal da paella é que podemos tirar e colocar praticamente o que quisermos. O açafrão, que é um dos principais ingredientes da paella, virou tópico de discussão aqui em casa. É caro pacas, um saquinho que dá para 3 receitas custa cerca de 20 reais. Como paella já é um prato bastante caro, muitas vezes dispensamos o açafrão espanhol e usamos o açafrão da terra só pela cor. O açafrão da terra não tem nada a ver com o açafrão espanhol, é bem barato e adiciona mais cor do que sabor. Então capricho nos outros temperos para não comprometer a paella.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Risotto de Limão Siciliano com Salmão Grelhado

Risotto de limão siciliano: refrescante e cremoso

Salmão é uma coisa linda de ver (e comer). Não precisa de muito pra arrasar, e geralmente preparo de maneira bem simples. Um pouco de azeite, sal e pimenta, uns pinguinhos de limão siciliano e levo ao forno na opção gratinar por 8 minutos. Fica delicioso sempre. Não gosto de muita frescura no meu salmão, pois acho que ele por si só já basta. Quando quero incrementá-lo, procuro algo simples que não interfira demais no sabor natural  dele, como esse salmão com casquinha crocante. Ou preparo um acompanhamento bombástico.

Com o verão chegando aí no Brasil (apesar do frio ter chegado pros lados de cá), resolvi preparar um prato bem refrescante que tem tudo a ver com a estação. Notei que os pratos de risotto que posto são super bem recebidos, e que o linguine ao molho cremoso de limão está sempre entre os posts mais lidos. Então que tal um risotto de limão siciliano? Tenho uma receita ótima que aprendi com "Tia" Nigella, e achei que seria o acompanhamento perfeito para o salmão grelhado. Fica cremosíssimo e com aquele sabor cítrico pronunciado que a gente adora, com bastante queijo parmesão pra temperar bem, e um punhado de salsinha, bem refrescante e perfumada. Acompanhado com um salmão simples de fazer e gostoso de comer, esse prato também vai ser um dos seus preferidos do verão.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Risotto de Funghi Porcini Secchi com Filé Mignon


Porcini: extravagância necessária

Meus pais adoram viajar, bom pra eles, melhor pra mim! Sempre que viajam trazem novidades e/ou ingredientes bacanas dos lugares visitados. Já contei pra vocês que faço muitos pratos com cogumelos, deve ficar até chato né? Mas fazer o que, se é bom demais e eu não me canso? Um dos primeiros pratos que começamos a fazer lá em casa com cogumelos foi o macarrão ao funghi. Facílimo de fazer e um dos meus favoritos. Mas por muito tempo usamos o funghi chileno, que tem sabor bem pronunciado e textura fibrosa. Não há nada de mal nisso, pelo contrário, é uma delícia. Mas em uma viagem que meus pais fizeram à Toscana, eles conheceram e se apaixonaram pelo funghi porcini. Aí trouxeram aquela muamba básica na mala e foi só festa até acabarmos com o estoque. A desgraça é que o danado é gostoso que só ele, mas é caro de doer. Nossos hermanos chilenos são mais camaradas e vendem seu funghi a um preço mais razoável. Se eu acho que vale a pena pagar a diferença? Acho! Claro que ninguém vai comer porcini  todos os dias, mas de vez em quando a gente merece uma extravagância né?

Um dos meus apelidos lá em casa é "risoteira". Comecei a preparar risottos depois de muito vê-los em programas de televisão. Antes disso, risotto lá em casa só aqueles de frango, meio no estilo galinhada. O risotto italiano virou queridinho na família, e essa receita é uma das mais executadas. Ele também é super cremoso, como todo risoto deve ser, com sabor exótico e inconfundível do funghi, vinho branco, muito queijo parmesão e um toque de alecrim para valorizar o sabor  terroso do porcini. Tá esperando o que para experimentar?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Jambalaya

Jambalaya: um prato cheio de história! 

Para mim, comida nunca é apenas "comida". Gosto de encontrar significado, história e entender de onde veio e como evoluiu. Por isso, quando viajo, uma das coisas que mais gosto de fazer é descobrir sobre a culinária da região, e foi assim que conheci o Jambalaya. De cara adorei o nome! É divertido dizer e dá vontade de ficar repetindo! Ano passado, estive em Nova Orleans que é uma das cidades mais charmosas, interessantes e ricas em cultura e história que já visitei. Lá eles são muito orgulhosos de suas origens e demonstram isso em sua culinária e música. A cidade mal parece que está nos Estados Unidos, pois seu povo desenvolveu ali um mundo paralelo. Colonizada por franceses e espanhóis e com a maior densidade demográfica de afro-americanos, a cidade já passou por muitas guerras e mais recentemente pelo furacão Catrina. É um povo sofrido, mas super festeiro e alto astral. Recomendo demais a visita. 

Os espanhóis recém chegados em Orleans estavam loucos por uma paella. Com ingredientes limitados e sem seu precioso açafrão, juntaram cebola, pimentões, alho e salsão, com linguiça e camarão, produzido à vontade na região, para recriar nova versão do famoso prato valenciano. Nasceu o jambalaya mais rústico, mais apimentado e mais "do povo". Virou tradição e hoje duas versões, a criola e a cajun dominam o cenário nova orleanse. Melhor pra nós: muito sabor, aplicado de diversas maneiras, a tradicional paella hoje tem concorrente de peso!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Risoto de Carne Seca e Queijo Coalho

Risotto de carne seca: valorizando ingredientes brasileiros

Uma ramo muito interessante da culinária, é a chamada fusion cuisine ou  em português, cozinha de fusão. Este tipo de cozinha combina elementos e técnicas de diferentes tradições culinárias.  Essa tendência começou nos anos 70, quando chefes franceses começaram a incluir vários aspectos da cozinha asiática em suas criações. Daí, a ideia se espalhou rapidamente pelas grandes cidades da Europa e em pouco tempo atravessou o oceano e virou febre nos restaurantes de Nova Iorque. Acredita-se que muito antes dos anos 70, as diferentes culturas já vinham trocando informações e incluindo características de outras tradições em sua culinária, o que é um conceito fascinante: com tantas culinárias ao redor do mundo e a criatividade dos chefes, as possibilidades são infinitas.

Como acredito que existe um chefe dentro de cada um de nós (pelo menos nós que gostamos de cozinhar), qualquer um pode criar seu prato de fusão. Quando vou ao Brasil, adoro usar ingredientes bem brasileiros que não encontro aqui nos EUA. Gosto muito de carne seca, e queria aproveitar minha visita pra preparar alguns pratos interessantes com ela. Minha irmã havia comentado sobre um risotto de carne seca que ela comera, e fiquei muito interessada na ideia. Imagina que máximo um risotto bem brasileiro? Substituí o vinho branco por cachaça, usei carne seca desfiada e em vez de parmesão, queijo coalho. Todo mundo adorou, e mal posso esperar minha próxima visita ao Brasil para fazer de novo!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Filé Mignon ao Molho de Conhaque Caramelizado e Arroz Aromático

Um jeito diferente de servir filé mignon

De uns anos pra cá, reparei que o meu consumo de carne vermelha diminuiu muito. Quando ainda morava no Brasil, andávamos meio irritados com a falta de qualidade das carnes bovinas. Pagávamos uma fortuna nos cortes mais nobres pra quase sempre ter uma carta dura e borrachuda. A única garantia de uma carne macia era comprando filé mignon. Eu particularmente acho um desperdício consumir filé mignon no dia a dia, com arroz e feijão, além do preço ser impraticável para um item rotineiro. Hoje em dia consumo carne bovina em média uma vez por semana, por questões  de saúde e praticidade, mas reconheço como ninguém o valor de um bom medalhão de filé mignon.

Tradicionalmente, quando fazíamos medalhão de filé mignon lá em casa, éramos fieis ao molho madeira. Apesar da combinação ser garantia de sucesso, sentia necessidade de aproveitar o filé de outras maneiras. Esse molho de conhaque caramelizado com alho assado e cogumelos, despertou minha curiosidade e foi sucesso imediato. O alho depois de assado fica macio e docinho, dá até pra comer um dente inteiro! O molho levemente adocicado valoriza bem o sabor das uvas do conhaque e os cogumelos adicionam uma terceira dimensão de sabor e textura. Gosto do filé levemente rosado no centro pra não perder os sucos da carne e preservar a textura correta. Pra acompanhar, um arroz aromático na manteiga e espinafre ao alho e óleo, complementam elegantemente os sabores do molho. 

domingo, 17 de junho de 2012

Peixe Tropical com Arroz Aromático e Salsa Colorida

Peixe tropical: um pulinho no Caribe sem sair de casa! 

Já comentei algumas vezes o quanto gosto de viajar sem sair de casa, e a melhor forma de chegar a vários destinos, é através da culinária. Gosto muito de preparar jantares temáticos e quando faço a seleção de receitas, sempre separo uns textos para ler sobre a culinária da região, suas principais características e peculiaridades. Enquanto cozinho, uma música regional pra entrar no clima me deixa de bom humor e até mais inspirada.

Adoro cozinhar clássicos e muitos deles estão na minha lista de preferidos. Mas o que mais me fascina no mundo da culinária é investigar receitas diferentes e sabores inusitados. Fiquei muito curiosa quando encontrei essa receita do chef Emeril Lagasse (um gênio), que explora sabores bem tropicais, característicos da região do Caribe. Fora a Jamaica, famosa pelo seu tempero "jerky" e curries, pouco sei sobre a culinária  caribenha. Não sei bem ao certo onde se originou essa receita, mas tudo nela soa como um dia de férias, em uma linda ilha. Um peixe branco e suave marinado em suco de cítricos e vários temperinhos, arroz cozido em leite de coco e uma salsa com frutas que chega a viciar. A sensação final é de um cruzeiro pelo Caribe a cada garfada!